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ALCESM de Castelo Branco quer lutar contra descriminação dos doentes mentais

05 Nov, 2018

A ALCESM – Associação de Luta Contra o Estigma em Saúde Mental de Castelo Branco é a nova associação da cidade, que pretende combater a ideia pré-concebida relativamente aos doentes mentais.

Com o principal objetivo de combater o estigma de que “as pessoas com doença mental são diferentes e discriminadas na sociedade”, os profissionais de saúde mental do Hospital Amato Lusitano, em Castelo branco, uniram-se para criar esta coletividade.

Trata-se de uma associação “diferente das outras”, que tem o intuito de “apoiar pessoas com necessidades a este nível, bem como formar e investigar sobre o tema, “destruindo mitos e construindo caminhos””.

José Carvalhinho é o presidente da direção da ALCESM, e disse, no decorrer da tomada de posse dos órgãos sociais, que “a noção de doença mental é o doente agitado, é o doente louco, é o doente maluco, que faz mal, e nada disso é verdade”.

Segundo o psiquiatra, “as pessoas com doença mental são tratadas diferentemente das outras”.

José Carvalhinho, presidente da direção da ALCESM - Associação de Luta Contra o Estigma em Saúde Mental de Castelo Branco, falava no decorrer da cerimónia de tomada de posse dos órgãos sociais, para os próximos dois anos.

Já o presidente da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, António Vieira Pires, considerou que esta “não é mais uma iniciativa, mas sim uma iniciativa diferente”.

Vieira Pires recordou que o doente mental tem “aquele estigma, aquela marca para sempre”, e exemplo disse é nos seguros. O presidente da direção da ULS recordou que um doente “quando faz a aquisição de uma casa, ou pede um empréstimo, é terrível, aumentam de imediato os juros”.

Além disso, Vieira Pires considera que esta ideia “tem-se modificado ao longo do tempo” e “há que trata-la como outra doença, aceita-la como outra patologia, sem qualquer discriminação”.

Também presente na sessão esteve Leopoldo Rodrigues, presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco, que afirmou que “estigma e descriminação são duas preocupações que têm muita repercussão naquilo que é o nosso dia-a-dia e estão ligadas às mentalidades”. Aspetos que o autarca considera que “levam muito tempo a mudar e, a doença mental, sendo pouco compreendida e muitas vezes invisível torna as mentalidades difíceis de a enfrentar”.

O presidente da Freguesia aproveitou ainda para destacar a importância desta associação no apoio aos cuidadores de doentes mentais.

Já o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Luís Correia, afirmou que esta associação “vai fazer algo de novo e, no fundo, vai ajudar-nos a fazer a nossa transformação e a mudança enquanto comunidade”, ao “mudar mentalidades e ajudar a compreender e a aceitar as pessoas”.

Luís Correia classificou a criação da ALCESM como “um objetivo nobre”, porque “é mais inclusão e mais aceitação”.

Patrícia Pinto |
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