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“Ainda há muito por fazer” na inclusão de pessoas com deficiência

07 Dez, 2017

A inclusão de pessoas com deficiência foi o tema central da cerimónia que assinalou, esta quarta-feira, 6 de dezembro, em Castelo Branco, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

A iniciativa foi levada a cabo pelos Agrupamentos de Escolas da cidade albicastrense, o Agrupamento de Escolas de Alcains, e algumas das instituições que trabalham com jovens e crianças deficientes.

No decorrer da sessão solene, João Belém, diretor do Agrupamento de Escolas Amato Lusitano, em representação dos Agrupamentos, considerou que “é preciso passar da teoria à prática”. O responsável, que falou do “desenvolvimento de escolas inclusivas”, afirmou mesmo que “na inclusão, o centro da atenção é transformar a educação para eliminar as barreiras que limitam a aprendizagem”.

A transformação da educação é o ponto central para a inclusão, considerou João Belém, diretor do Agrupamento de Escolas Amato Lusitano, no decorrer da sessão que marcou o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

Em representação dos vários agrupamentos, João Belém, aproveitou para reforçar a ideia de que “na educação inclusiva, considera-se a diversidade como uma oportunidade para enriquecer todos os processos de aprendizagem, contribuindo assim para o melhoramento da qualidade da educação que queremos”.

A ideia de que “ainda há muito por fazer”, no que toca à inclusão das pessoas com deficiência, foi partilhada pelas instituições da cidade que se aliaram a esta efeméride, nomeadamente a APPACDM de Castelo Branco e a AERID – Associação Educar, Reabilitar e Incluir Diferenças.

Segundo a presidente da AERID, Gabriela Nunes, a instituição “surgiu para dar mais um impulso à inclusão”, mas, há uma questão preocupante, que a responsável realça e que passa pela inclusão das pessoas depois de saírem das escolas. Para Gabriela Nunes o trabalho dos estabelecimentos de ensino tem vindo a progredir bastante, mas considera que “ainda há muito por fazer depois da escola”. E porque a “inclusão não para nos 18 anos”, Gabriela Nunes aproveitou para deixar um apelo à comunidade em geral, às autarquias e a outras organizações, para que todos se unam em torno da inclusão.

“Há todo um trabalho pela frente”, que segundo a vereadora da Câmara de Castelo Branco, Cláudia Domingues, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência permitiu “sensibilizar e chamar à atenção para um problema real”. Cláudia Domingues considera que “há aqui todo um trabalho a fazer, na integração e na inclusão das pessoas com deficiência, nomeadamente ao nível social, político, económico”.

Patrícia Pinto |
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