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Helena Freitas considera que Portugal precisa de ter uma unidade ministerial em prol da coesão territorial

07 Nov, 2018

A reforma do Estado e a descentralização dos serviços da administração pública são os caminhos apontados por Helena Freitas, antiga Coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, para resolver os problemas da desertificação que preocupam cerca de dois terços do território nacional.

Helena Freitas falava no decorrer da conferência distrital organizada pela União de Sindicatos de Castelo Branco, que decorreu no Fundão com o mote “Desenvolver o Interior”.

Para a antiga coordenadora da Unidade de Missão, Portugal precisa de ter uma verdadeira unidade ministerial em prol da coesão territorial e que não se esgota com a criação de uma Secretaria de Estado em Castelo Branco.

Helena Freitas, antiga Coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, falava na conferência distrital organizada pela União de Sindicatos de Castelo Branco, onde revelou ainda que abandonou a coordenação da Unidade porque não sentiu vontade política em concretizar algumas das reformas que propunha.

A antiga Coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior disse ainda que continuar a aposta no desenvolvimento da rede de ensino superior é outro dos caminhos. No entanto, Helena Freitas sublinha que essa aposta tem de ser feita de forma sustentada, e evitando contrassensos, porque não é apenas com a redução do valor das propinas que se atraem mais alunos para o interior.

Já Luís Garra, coordenador da União de Sindicatos de Castelo Branco, considera que os baixos salários, a precariedade e a falta de emprego com direitos são as principais razões que continuam a contribuir para a desertificação do distrito de Castelo Branco.

A ideia foi deixada pelo dirigente sindical na sessão de abertura da conferência dedicada à temática do desenvolvimento do interior. Para Luís Garra é preciso que o Governo tome medidas imediatas para solucionar estes problemas sob pena de o distrito continuar a definhar.

O coordenador da União de Sindicatos, num olhar sobre a proposta de Orçamento de Estado para 2019, não esconde que se sente desconfortável com a falta de medidas concretas e que promovam o desenvolvimento do interior.

Luís Garra, coordenador da União de Sindicatos de Castelo Branco, lamenta ainda que na proposta de Orçamento de Estado para 2019 não exista nenhuma medida que aponte no sentido de redução progressiva do valor das portagens na A23 e na A25 até à sua abolição.

O sindicalista falava na conferência distrital organizada pela União de Sindicatos de Castelo Branco com o mote “Desenvolver o Interior”.

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